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Como proteger suas informações pessoais em uma sociedade movida por dados?


Como proteger suas informações pessoais em uma sociedade movida por dados?

Na era digital em que vivemos, o dado passou a ser a commodity mais desejada. Quanto maior o volume de dados “controlados” por uma pessoa ou uma empresa, maior será seu poder em uma economia conectada como a que vivenciamos hoje. Por esse motivo, o vazamento de informações é uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum no Brasil.

Em 2021, o país ficou no topo de vazamento de informações, com milhares de dados de brasileiros expostos. Um estudo recente feito pela consultoria Roland Berger mostrou que, apenas no primeiro semestre do último ano, foram constatadas 9,1 milhões de ocorrências de ataques cibernéticos no Brasil. Engana-se quem pensa que os únicos alvos são as grandes corporações. Na verdade, o que acompanhamos na mídia é apenas uma pequena parcela: pessoas físicas também são alvos de golpes em que suas informações são vendidas, usadas falsamente ou contra a vítima.

Com esse cenário em vista, a proteção de dados pessoais é cada vez mais importante. Pensando nas informações que pessoas como você, leitor deste artigo, transmitem diariamente na internet, elenco algumas dicas de como protegê-las no ambiente virtual de acordo com cada plataforma.

1. No e-mail

Utilize e-mails diferentes para as contas mais importantes e pessoais (como banco, streaming, etc) e para as menos importantes (como cadastros, e-mail marketing etc). No caso de registro de usuário, procure escolher dados que não se vinculem facilmente a você. Por exemplo, é fácil descobrir que mary1990@mail.com é da Mary nascida em 1990, e os cibercriminosos podem deduzir que esse mesmo usuário é usado em outros aplicativos, facilitando o acesso hacker.

Além disso, não abra e-mails em que você desconhece o remetente, nem clique em um link ou baixe anexos se não tiver certeza que sejam confiáveis. Se uma organização oficial enviar um e-mail pedindo para você baixar algo ou compartilhar informações, melhor ligar diretamente para ela para confirmar essa solicitação, pois muitas não enviam e-mails como primeira etapa de correspondência.

2. No e-commerce, utilizando cartão de crédito/débito online

Mesmo na sua loja virtual favorita, a prática de salvar dados do cartão está longe de ser segura. Até as lojas mais confiáveis podem falhar e expor informações clientes indevidamente e as senhas salvas podem ser acessadas facilmente por hackers. Se você for usar o cartão para compras online, verifique se a instituição financeira oferece etapas extras de segurança ou prefira o cartão virtual. Várias instituições já oferecem essa modalidade para compras online, pois ele tem numeração e código de verificação diferentes do cartão físico, além de ser possível bloqueá-lo ou excluí-lo a cada utilização.

3. Nas redes sociais

Como verdadeiras vitrines, as redes sociais podem atrair não só stalkers, mas também pessoas mal-intencionadas tendo acesso a todo tipo de informação, desde localização, idade, local de trabalho, até período de férias. Tudo isso deixa o usuário mais suscetível a roubo, por isso é importante redobrar a atenção no conteúdo postado e fazer ajustes de privacidade: certifique-se de que o perfil é seguido apenas por pessoas confiáveis, bloqueie usuários desconhecidos, desative a marcação automática e desabilite sua localização.

4. Com senhas em geral

Não repita a mesma senha em sites diferentes. Ao adotar o mesmo código, o usuário abre brechas para golpes de credential stuffing, que ocorrem quando criminosos roubam as credenciais de um site e as utilizam para violar outros serviços de interesse. Além de usar senhas exclusivas, é importante fazer combinações longas, com mais de nove ou dez caracteres e que misturem letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos especiais. Hoje em dia já existem no mercado verificadores de senhas online que avaliam o nível de segurança da senha escolhida, desde fraca até super forte, e também geradores de senhas online para quem está com mais dificuldade na hora de escolher.

5. Na nuvem

Manter seus dados na nuvem é hoje uma das opções mais seguras. Serviços de armazenamento em nuvem são mais seguros do que manter tudo em dispositivos que podem ser roubados ou perdidos. Na nuvem, em caso de perda ou roubo, basta modificar a senha.

6. Em dispositivos usados que serão descartados

Estamos vivenciando uma grande fase de consumo. Por isso, ao nos desfazermos de celulares, laptops antigos e até mesmo de pendrives, é importante que os dispositivos sejam descartados de forma correta, já que eles também guardam informações importantes. Não basta somente apagar digitalmente as informações; é necessário destruir o aparelho em si e descartá-lo adequadamente. Qualquer resquício de dados anteriores no dispositivo mal descartado pode ser facilmente resgatado por um cibercriminoso e gerar um grande dano.

Proteção de dados como direito e obrigação

Recentemente, a proteção de dados pessoais dos usuários passou a fazer parte dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Isso significa um reforço importante para a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) porque torna garantidor deste direito o Estado, que passa a ter maiores obrigações com a proteção dos informações de seus cidadãos e, consequentemente, com sua segurança, afim de preservar, principalmente, os pilares da confidencialidade e da integridade dos dados.

A privacidade e a proteção de dados tornaram-se também uma necessidade legítima de negócios e um componente crítico da confiança dos clientes em empresas no mundo todo. Tanto que os orçamentos corporativos para a privacidade dispararam em 2020 e continuam como uma das prioridades das organizações, de acordo com o estudo anual Benchmark de Privacidade de Dados da Cisco. A pesquisa deste ano mostra que as organizações veem alto retorno sobre os investimentos em privacidade, em média de 1,8 vezes sobre o gasto, e que pelo segundo ano consecutivo, 90% dos entrevistados — entre profissionais de TI, Segurança e Privacidade de 27 países — disseram que não comprariam de uma organização que não proteja adequadamente seus dados.

Portanto, a proteção de dados não se trata apenas de se preocupar com suas senhas, mas de um amplo universo de conceitos que implica no imperativo da vez: a privacidade como um ativo estratégico para os negócios e para as pessoas.

Fonte: Canaltech


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