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7 executivos brasileiros destacam as tendências em tecnologia para 2020


Quais são as tendências em tecnologia que irão movimentar as áreas de TI e dos negócios em 2020? De uma iminente Lei Geral de Proteção de Dados que cobrará urgência das empresas a um mercado de cloud mais maduro e ao potencial destravado pela conectividade do 5G, executivos ouvidos pela CIO Brasil destacam o que deve ser promessa e o que deve amadurecer no ano que vem. Confira abaixo.

Por um mercado de TI mais global

Alan Satudi, gerente de Marketing e Produtos Secure Power da Schneider Electric Brasil, destaca o inevitável movimento das macrotendências, de cloud à inteligência artificial, pressionando por um mercado de TI mais global. Para o executivo, 2020 cobrará uma infraestrutura cada vez mais robusta - e eficiente - para dar conta da ascensão da transformação digital.

"Cloud computing, edge computing, vídeos e conteúdos sob demanda, inteligência artificial, machine learning, big data – nada disso é novidade, mas o fato é que essas macrotendências continuarão impulsionando o mercado de TI, que está se tornando cada vez mais concentrado e global. Em 2020, a transformação digital ganhará novo fôlego e virá com foco ainda maior na experiência do cliente e na disponibilidade, com serviços ininterruptos, 24/7. E, portanto, será fundamental uma infraestrutura de data centers, sistemas de produtos e gestão capaz de suportar essa realidade de forma confiável e com máxima eficiência energética", destaca Satudi.

Transformação Digital cobra edge computing

Na visão de Nelson Campelo, CEO da Atos para a América do Sul, 2020 será um ano pautado pela conectividade em escala, o que refletirá em novos cuidados com a cibersegurança.

“O ano de 2020 será um importante período de transição da indústria para a conectividade na era 4.0, em que o volume massivo de dados e dispositivos conectados nas linhas de produção e na entrega de serviços exigirão análises rápidas e cuidados excepcionais com cibersegurança. Isso tem elevado a urgência na adoção de edge computing, com a aceleração no uso de modelos de inteligência artificial na cadeia produtiva. Isso será especialmente importante para atender ao crescimento exponencial dos players e negócios de IoT que surgirão a partir de 2021, ano previsto para o leilão das frequências de canais de 5G”

Com o 5G, um novo mundo de oportunidades - e riscos

Flavio Silva, especialista em cibersegurança na Trend Micro, alerta, em especial, sobre um novo universo de vulnerabilidades que chegarão com o 5G. Afinal, a quinta geração de telefonia móvel e a velocidade sem precedentes que ela promete criará novas oportunidades para a Internet das Coisas e, logo, para cibercriminosos.

"A chegada do 5G ao nosso mercado permitirá o aumento no uso de tecnologias como dispositivos conectados pela Internet das Coisas (IoT), dentre eles carros, câmeras de vigilância, eletrodomésticos e casas conectadas, e que serão cada vez mais usadas pelos cibercriminosos. Por ser um mercado emergente (porém de rápido crescimento) no Brasil, muitas indústrias, empresas e pessoas ainda não se mobilizaram e estão vulneráveis a invasões cibernéticas via IoT e nos dispositivos na borda. Os cibercriminosos já estão de olho nessas vulnerabilidades para obter dados privilegiados, extorquir os alvos, danificar linhas de produção, entre outras finalidades", alerta Silva.

LGPD a caminho

Gustavo Leite, country manager da Veritas no Brasil, lembra da iminente Lei Geral de Proteção de Dados, prevista para entrar em vigor em agosto de 2020. Mas, se para muitos, a nova legislação pode ser vista como um obstáculo no meio do caminho dos negócios, Leite destaca que a LGPD precisa ser encarada sob o viés de novas oportunidades.

"A Lei Geral de Proteção de Dados entra em vigor em 2020 e a tecnologia tem um papel fundamental no compliance das empresas com a legislação, não apenas garantindo a proteção das informações, mas ajudando-as a governá-las. É preciso entender quais dados estão armazenados e a importância de cada um para então, definir quais manter e proteger assim como quais descartar por não terem valor, ou até por representar riscos para a empresa. Mais do que isso, para estar em conformidade com a LGPD, é preciso ter ciência de que a lei extrapola áreas específicas e permeia toda a companhia, e além da tecnologia, engloba mudanças culturais e de processos. As organizações deveriam ver a lei como uma oportunidade de investir, avaliar, proteger e melhorar a utilização dos seus dados - inclusive para tomada de decisões de negócios", sugere Leite.

Um mundo multi-cloud mais maduro

André Andriolli, CTO da VMware na América Latina, aposta em um mercado de cloud mais maduro em 2020. “Vejo um mercado de nuvem alcançando um patamar melhor de maturidade em 2020. Após a hype inicial com expectativas quase mágicas - tão comuns no setor de tecnologia – enxergo as empresas usando o que aprenderam em suas primeiras experiências para ajustar perspectivas e investimentos. Líderes de tecnologia também perceberam que não só eles, mas também seus pares em todas as áreas, são consumidores de tecnologia, o que deixou o mundo da TI corporativa mais parecida com o que acontece no seu celular ou computador: vários serviços de várias nuvens diferentes, e raramente tudo vindo de um provedor de nuvem só. O mundo é multi-cloud. Legisladores também descobriram a nuvem e os substanciais aportes de capital que ela atrai, e também se fazem sentir com a Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor no ano e outras regulações.”

Novas promessas com a IoT

Gerente de IoT da Logicalis, Rafaela Mancilha, aposta na maturidade da Internet das Coisas para destravar o potencial da indústria e de outros setores fundamentais para a economia brasileira, caso do agronegócio.

“Nos últimos cinco anos, vimos a maturidade do mercado crescer a ponto de aderir a Internet das Coisas de fato. Além disso, tecnologias de processamento de dados, IA, conectividade evoluíram de forma significativa, possibilitando a criação de soluções escaláveis, sustentáveis e dinâmicas. O setor mais adiantado para a adoção da IoT é a Indústria. Tecnologicamente evoluído e equipado de sistemas supervisórios, o setor já possui um banco de dados mínimo para ser transformado em informações úteis ao negócio. O Agronegócio é outro setor que deve adotar tecnologias. Estima-se que a demanda por alimentos aumentará em 2x até 2050 e o Brasil é o maior candidato a supri-la, sendo necessário se reinventar para otimizar processos e aumentar a produção. No mais, soluções que impactam na sustentabilidade, como economia de recursos energéticos e hídricos e ampliação da qualidade de vida, também crescerão num curto prazo.”

Atendimento ao cliente requer múltiplas estratégias

Para atender um cliente cada vez mais exigente e com demandas digitais - e instantâneas - Ricardo Pena, diretor de Pré-Vendas e Consultoria da Avaya, destaca a importância de suprir a três tendências em tecnologia.

"Para 2020, no que se refere ao mercado de atendimento ao cliente, destacamos três tendências de TI. A primeira diz respeito à evolução do atendimento self-service, adicionando sistemas de inteligência artificial para aplicações de voz e texto (mensagens) reativas e proativas. O agente virtual será omnichannel também e, por meio de uma análise de perfil do cliente e status dos serviços contratados, enviará avisos de forma proativa ao cliente. A segunda é com relação às soluções analíticas. A base de dados gerada com gravações de contatos é enorme; porém, poucas companhias estão de fato analisando e usando essas informações para melhorar ainda mais a experiência do cliente. Por fim, podemos citar a melhoria de processos. As soluções que automatizam processos e reduzem o tempo de resposta ao cliente estarão em alta. Muitas organizações já perceberam que fazem tarefas manuais que tomam muito tempo e não geram resultado para o cliente. Lançando mão da gestão dos processos, será possível reduzir custos para a empresa e gerar uma percepção de maior qualidade para o cliente."

Fonte: CIO from IDG


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