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Cabeamento estruturado em hospitais deve ser eficiente e confiável


Além de permitir o acesso a equipamentos modernos para diagnósticos mais precisos, o avanço tecnológico oferece outros benefícios para empreendimentos da área da saúde. Prontuários virtuais, monitoramento de pacientes à distância e rápido compartilhamento de resultados de exames são alguns exemplos de inovações que trazem agilidade e melhoram a produtividade do trabalho médico. E para que o tráfego dessas informações digitais seja sempre seguro e eficiente, é fundamental um bom sistema de cabeamento estruturado.

De acordo com a engenheira Jaqueline Dias Serafim, diretora comercial e de engenharia da Via Networks, a importância de a instalação ser perfeitamente projetada e executada está diretamente ligada ao OPEX (Operational Expenditure) do hospital, que não pode ter interrupções constantes para intervenções corretivas. “Com o sistema bem planejado, há grande longevidade sem manutenções temporárias. Já a execução adequada é fundamental para que não surjam problemas em curtos períodos de tempo”, destaca.

O técnico Felipe da Silva Tenca, da Heletron Telecomunicações, complementa, dizendo que o cabeamento estruturado bem planejado e instalado garante o pleno e frequente funcionamento da rede. “A operação constante traz tranquilidade e respaldo para a realização de atendimentos, exames e demais procedimentos médicos, sempre com a certeza de que o sistema terá o desempenho adequado para atender a todas as necessidades da rede de dados”, ressalta.

PARTICULARIDADES HOSPITALARES

Existem, basicamente, duas características que diferenciam o cabeamento estruturado de um hospital do sistema instalado em outros empreendimentos. A primeira diz respeito à eficiência do projeto. “Quando falamos da área da saúde, estamos lidando com vidas humanas. Logo, a qualidade dos materiais empregados, bem como a execução do sistema, deve apresentar o máximo de zelo possível. Tudo deve ser feito seguindo perfeitamente as normas vigentes para evitar quaisquer tipos de problemas”, analisa Tenca.

Já o segundo aspecto que deve ser considerado é o tamanho das informações que trafegam pela rede. “O projeto na área de saúde exige bancos de dados cada vez maiores, por exemplo, uma imagem de Raio X tem em torno de 1 Mb, mas para um estudo típico se utiliza cerca de 2 mil imagens”, informa Serafim. Outro quesito importante é a correta blindagem da instalação para evitar a interferência eletromagnética, que atrasa as respostas do sistema e deixa a rede lenta.

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA

Em cada setor do hospital, existem detalhes específicos que o sistema tem que atender. “Para definir os principais cuidados em relação à instalação, é preciso analisar qual o objetivo da área hospitalar. Podem ser áreas administrativas, consultórios e locais com equipamentos para exames. Devem ser considerados fatores como o tamanho do empreendimento e quais especialidades serão atendidas, entre outros”, enumera Serafim, mencionando sistemas variados, como circuito fechado de segurança e controle de acesso, que também demandam atenção especial.

Exemplo de cuidado singular no projeto de cabeamento estruturado tem relação com ambientes úmidos. “Nesses casos, a instalação deve ser tratada de maneira diferente para evitar a oxidação no conector tipo RJ-45”, exemplifica Tenca, indicando que é sempre necessário manter o comprimento máximo do cabo de rede em até 100 m para cada ponto de dados. “Isso considerando que os patch cords (tipo de cabo) utilizados na instalação devem ser somados nesse comprimento, conforme TIA568 vigente”, complementa.

SOLUÇÕES

A solução mais adequada e empregada no exterior é o cabeamento 7A, com tomadas que possam compartilhar os pares de cabos para simplificar as instalações e diminuir o custo para o usuário. “Mas, devido aos requisitos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), isso ainda não é autorizado no Brasil. Assim, ficamos restritos aos cabos e tomadas da categoria 6A blindados”, comenta Serafim, afirmando que o cabo Cat 6A é mais rigoroso no quesito crosstalk –interferência gerada pelos pares vizinhos.

“O cabeamento em Cat 6 é classificado em 1Gbps, enquanto o Cat 6A pode atingir até 10Gbps. Ele é capaz de alcançar esta taxa em função da operação em 500 Mhz, ou seja, o dobro da operação de 250 Mhz dos cabos Cat 6”, compara a engenheira. Outra tecnologia é a GPON (Gigabit Passive Optical Network), que utiliza fibra óptica e permite maior transmissão e recebimento de dados através de uma única fibra. Ela consiste em uma rede de fibras monomodo com tipologia ponto-multiponto.

“Pode ser considerada tendência, permitindo maior transmissão de dados e velocidade através das redes óticas e a otimização de infraestrutura de espaço, eletrocalhas e tubulações. Além disso, barateia os custos com a infraestrutura, pois ocupa um espaço menor do que outros tipos de redes”, destaca Serafim.

Tanto nas novas instalações quanto nas reformas, não devem ser utilizados cabos e tomadas de categorias baixas (Cat 5 ou Cat.6 e fibras OM1 ou OM2). “Essa opção deixou de ser recomendada por não suportar a velocidade demandada na atualidade”, afirma a engenheira, também colocando os cabos que não sejam LS0H na lista de materiais que devem ser evitados. Segundo ela, os cabos devem ser resistentes à chama, sob condições simuladas de incêndio, livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos e corrosivos.

CUIDADOS

É importante que, durante a execução do sistema, todos os cabos e pontos do projeto sejam fisicamente identificados. O procedimento facilitará futuras manutenções. “Assim como a certificação do cabeamento com equipamento de medição devidamente qualificado e calibrado. Também é importante lançar os cabos em infraestrutura adequada para que não force o cabeamento, causando danos ao sistema ou perda de desempenho”, adverte Tenca.

Depois de o sistema ser executado, são realizados testes para aferir seu funcionamento. Essas avaliações são as mesmas tradicionalmente realizadas em qualquer instalação de cabeamento estruturado, e não somente nos ambientes da área da saúde. “Como o scanner de cabos, certificação de fibras ópticas, e também de latência para arquivos grandes – que devem ser feitos em conjunto com os equipamentos instalados”, enumera a engenheira.

NORMAS TÉCNICAS

O Brasil já conta com a norma de cabos ABNT NBR 14.565 — Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers —, e de caminhos e espaços ABNT NBR 16.415 — Caminhos e espaços para cabeamento estruturado. “Há ainda os documentos americanos, como a ANSI/TIA 1179, e a internacional ISO/IEC 14763-2. Também deve ser adotado o manual da BICSI-004”, finaliza Serafim.

Fonte: AECweb


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